Gabriel Rodrigo Rocha
Representa a AABC institucionalmente e conduz a Diretoria Executiva na missão de acolher, formar e articular os povos minorizados do Brasil, a partir do chão dos terreiros.
A Associação Aquilomba Brasil de Cultura (AABC) é um quilombo contemporâneo: um espaço de acolhimento para quem é dos nossos e de resistência contra o que nos oprime. Nossas raízes estão nos terreiros de candomblé e umbanda; nossa caminhada abraça todas as populações historicamente minorizadas e silenciadas do Brasil.
A história dos povos e comunidades tradicionais de matriz africana é também uma história de luta: pela sobrevivência diante da invisibilidade e do racismo, pela resistência de suas tradições e pelo reconhecimento, tanto como patrimônio cultural imaterial do país quanto como legítimos produtores de conhecimento e de saber ancestral.
Ao longo de gerações, terreiros e comunidades mantiveram vivas suas práticas mesmo diante da opressão, da perseguição e do apagamento histórico, fortalecendo a ancestralidade e contribuindo, de forma decisiva, para a formação da identidade e da cultura brasileira.
Foi pensando nessa caminhada que nasceu a AABC: para que a formalização e a proteção jurídica sejam apenas um passo, garantindo que os terreiros continuem existindo com autonomia, segurança jurídica e condições de transmitir seus saberes.
Não praticamos caridade nem assistencialismo. Nosso compromisso é com a autonomia, a dignidade e o protagonismo: queremos que cada comunidade, terreiro e coletivo caminhe com as próprias pernas, com acesso a direitos, cultura e formação gratuita.
| Nome | Associação Aquilomba Brasil de Cultura (AABC) |
|---|---|
| Natureza | Associação civil de direito privado, sem fins lucrativos e sem fins econômicos |
| Fundação | Assembleia Geral de Constituição de 11 de julho de 2026 |
| Sede | Av. Eng. Luiz Carlos Berrini, 1681, Andar 11, Conjunto 111 Cidade Monções, São Paulo/SP, CEP 04571-011 |
| Atuação | Âmbito nacional, prazo de duração indeterminado |
Acreditamos que a formalização é apenas um passo. O que buscamos é garantir que os terreiros continuem existindo com autonomia, segurança jurídica e condições de transmitir seus saberes.
Nos termos do nosso Estatuto Social, a AABC tem por finalidade a promoção e defesa dos direitos humanos, das comunidades tradicionais de matriz africana e afro-indígena, das populações negra e indígena, dos povos ciganos, das mulheres, da população LGBTQIA+ e de outros grupos em situação de vulnerabilidade social, atuando entre outras, nas seguintes frentes:
Acolhimento e resistência para quem foi minorizado. Dizemos "minorizados" de propósito: ninguém nasce minoria. Essa condição foi imposta por uma história de exclusão, e a AABC existe para revertê-la.
Defender, fortalecer e dar protagonismo a todos os grupos minorizados e marginalizados do Brasil, a partir das comunidades de matriz africana.
Acolher, formar e articular pessoas e coletivos minorizados, com educação, cultura, vínculo, ferramentas e segurança institucional, para que conquistem autonomia e voz.
Ser o maior ecossistema de acolhimento e resistência das populações marginalizadas do Brasil, referência em cultura, dignidade e transformação social.
Tudo nasce da memória e da herança de quem veio antes. É o sentido do Sankofa: olhar para trás para seguir em frente.
Ninguém chega e fica de fora. A porta de entrada é gratuita e afetuosa.
Existir já é um ato político. A gente não pede licença para ocupar espaço.
Cabe terreiro, cabe LGBTQIA+, cabe todo povo marginalizado. A diversidade é força, não recorte.
O objetivo é emancipar, não criar dependência. Formamos para que cada comunidade caminhe com as próprias pernas.
Aquilombar é se juntar para existir.
Eleita pela Assembleia Geral de Constituição, com mandato até 11 de julho de 2030. Nenhum membro da Diretoria é remunerado pelo exercício de suas funções.
Representa a AABC institucionalmente e conduz a Diretoria Executiva na missão de acolher, formar e articular os povos minorizados do Brasil, a partir do chão dos terreiros.
"Quilombo" nasceu do quimbundo kilu'mbu, que significava acampamento, lugar de descanso. No Brasil, ganhou o novo significado de refúgio e resistência à escravização. "Aquilombar" transforma esse substantivo em verbo: mais do que lembrar um legado histórico, afirma um compromisso contínuo com a ancestralidade e a transmissão de saberes.